RELÂMPAGO DA VIDA
Jamais pensei o que sou
Apenas sei o que deveria ser
Ainda que não seja tudo o que sonhei
Mergulho no que deveria ser
Esperando ser o que nunca fui
Aos personagens que viveram os momentos
Ao palco da vida, as luzes da existência
As peripécias, as artes, os sorrisos...
Separados pelos destinos, unidos pela saudade
Estaremos entre os cisnes, como nobres artesãos
Em um Lago Azul, no mais louvar dos firmamentos
não tão distantes de tudo e de todos
Não tão distantes dos que nos amaram
Não tão distantes ainda dos que já nos esqueceram.
A vida e igual a um clarão de relâmpago: do mesmo modo
que queima, ilumina, e é a esse real clarão que devemos
dedicar nossa almas nesta dimensão, e amar, amar com
todas as forças os momentos de beleza, para construirmos
uma eternidade, onde o amor prevalece perene
e onde nunca se envelhece e nem se morre.
Eraldo Tasso (Bar do Reecontro / Besni - julho 1985) |