Tenho
meditado profundamente e sobre tudo buscando a chave da existência
Humana. Porém ainda não encontrei respostas para tantas
perguntas, injustiças e ódios que avassalam o ser Humano.
Mas tenho compreendido: o silêncio e a solidão têm me me trazido
o supremo conforto de compreender. E no esplendor das festas
em meio à multidão e luzes que chego a perceber que o tempo
sulcou as faces de tantas mulheres lindas, pondo-lhes luar
nos cabelos, antes amarrados no esplendor dos laços em pleno
brilho da mocidade. Mas o que foram encaram agora nos espelhos.
Em que cervantes da vida andariam as jovens que foram, em
que existência cósmica de nebulosas se exilaram para sempre
o frescor do riso, da força e do poder da mocidade? Onde as
moças das tardes festivas, dos sonhos das que olhavam para
o futuro com coragem e deslumbramentos estariam? Ficaram apenas
a coragem, porque os sonhos diluíram-se no inatingível. Mas
com o outono vieram as compensações, a graça da bonança, a
quietude do coração a espera dos netos. E veio sobre tudo
o grande prêmio da experiência e tolerância.
Vejo que, junto com os amigos e parentes do meu tempo vamos
num batalhão predestinados a envelhecer e morrer: uns felizes
e vitoriosos, outros amargurados e derrotados, porém
igualados no mesmo destino.
Quem quer que sejam, onde quer que se vão, todos sem exceção
serão vítimas de um processo inexorável, tão pessoal e intransferível.
Mas não tenham medo nenhum e encarem outros amanhãs com serenidade.
A vida e realmente igual a um relâmpago: do mesmo modo que
queima, ilumina, é a esse real clarão que devemos dedicar
nossas vidas nesta dimensão, e amar, amar com todas as forças
os momentos de beleza, para construírmos uma eternidade,
onde o amor prevalece perene e onde nunca se envelhece e nem
se morre.
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